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Da caixinha de música ao DVD

Os documentos evidenciam os pássaros assobiadores como os primeiros autômatos musicais ainda no século 3 A.C. sendo natural que uma arte tão difícil tivesse mesmo que começar com as limitadas e repetidas notas de um pássaro.
Muito mais sofisticadas musicalmente eram caixas de música e outros objetos congêneres. Neles, os mecanismos de relógios moviam cilindros ou discos que acionavam os dentes de pentes musicais em aço temperado.No começo eram miniaturas inclusas em relógios, caixas de rapé ou em caixinhas sobre as quais eram colocadas bonecas que se movimentavam por meio de arames, fios e dispositivos mecânicos ao som de lindas melodias.

As miniaturas foram seguidas por máquinas de grande porte com performance musical perfeita imitando instrumentos de orquestra. Eram os Pianos-barril, os Orquestrions, Pianolas entre outros. As caixas de música com discos de metal atingiram sucesso total permitindo aos ouvintes alcancerem um sem-número de melodias. As caixas que funcionavam mediante a colocação de fichas deram retorno imediato ao capital empregado na aquisição.

A alegria era geral. Nas ruas o povo dançava ao som dos grandes e complexos instrumentos mecânicos. Nos lares a música mecânica envolvia toda a família num ambiente de paz e tranqüilidade.O homem estava feliz - podia ouvir música sem precisar executá-la por si mesmo ou contratar músicos. Bastava dar corda numa pequena caixa ou girar a manivela e o som surgia dando-lhe a liberdade para fazer simultaneamente o que quizesse.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Surgiu então o fonógrafo. Prático, eficiente, barato e muito prolífero. Porém, diferente da história das caixas de música, a do fonógrafo foi bastante confusa. Ele surgiu nos calcanhares do telefone e foi considerado até por seus inventores mais como um subsídio aos negócios do que propriamente um instrumento de diversão. O fonógrafo começou com um cilindro coberto por uma superfície de folha de estanho e depois pela cera de abelhas. Thomas Edison registrou um fonógrafo com cilindro todo em cera e movido à bateria. As melhorias não demoraram a chegar e surgiram modelos movidos à corda.Os gramofones chegaram fazendo com que os cilindros fossem substituídos por discos de ebonite e agulhas de metal seguidos pelos discos de resina vinílica muito mais leves e inquebráveis. Acoplou-se velocidade menor e micro-sulcagem com agulha de ponta de diamante.

As Juke-Boxes emergiram no final da década de 20 e deram um grande incentivo ao mercado fonográfico que começava a produzir em grande escala os discos de 78 rpm. Os bares onde estas máquinas eram instaladas lucravam com a venda das fichas além de contribuirem na popularização das músicas.

Na década de 30 as Juke-Boxes já faziam enorme sucesso sendo produzidas por gigantescas fábricas como a Wurlitzer e Rock-Ola nos Estados Unidos, Jupiter na França e Chantal na Inglaterra.

Com o surgimento do rock e dos discos de 45 rpm surgiram modelos mais leves capazes de condicionar pelo menos 200 discos . A seguir foi adaptado o sistema Hi-Fi, o Stereo, até que, finalmente, a tecnologia aprimorou-se a tal ponto que abraçou o perfeito som dos CDs e DVDs.

Assim a tecnologia foi se aprimorando. O transistor substituiu a válvula facilitando a combinação entre amplificador, pré-amplificador e afinação num só aparelho além de diminuir o tamanho dos mesmos. O Chip deu dimensões gigantescas às já enormes possibilidades de criação, cópia ou reprodução de qualquer som que o Sintetizador musical já tinha ao ser inventado no início dos anos 70.
Na verdade a antiga aliança entre a ciência e a música trouxe mudanças revolucionárias na performance, reprodução e divulgação desta arte em todo o planeta.


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